A deputada federal Erika Hilton (PSol-SP) e a deputada estadual Ediane Maria (PSol-SP) protocolaram dois pedidos de suspensão imediata da privatização das Linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade ao Ministério Público de São Paulo (MPSP), após um incêndio atingir um trem nesta quinta-feira (23/7). A ativista Sofia Favero e a advogada Natália Boulos (PSol-SP) também assinaram as representações.
A operação das três linhas foi interrompida nesta manhã após o vagão de um trem da Linha 12-Safira pegar fogo. Passageiros precisaram desembarcar da composição e caminhar sobre os trilhos.
As três linhas foram assumidas pela Trivia Trens na terça-feira (21/7), no entanto, em três dias de concessão, a operação já registrou diversas falhas. Erika Hilton e Sofia Favero argumentaram na representação ao MPSP que os problemas registrados nos primeiros dias da concessão revelam “a incapacidade da concessionária de assegurar a prestação adequada de um serviço público essencial”.
As autoras exigem a instauração de um inquérito civil, além da retomada imediata da operação das linhas pela CPTM, empresa estatal. Caso a recomendação não seja atendida, as autoras pedem o ajuizamento de Ação Civil Pública com pedido de tutela de urgência para suspender a concessão.







Incêndio destruiu interior de vagão e interrompeu operação na linha 12-Safira.
Material cedido ao MetrópolesIncêndio destruiu interior de vagão e interrompeu operação na linha 12-Safira.
Material cedido ao MetrópolesIncêndio destruiu interior de vagão e interrompeu operação na linha 12-Safira.
Material cedido ao MetrópolesIncêndio destruiu interior de vagão e interrompeu operação na linha 12-Safira.
Material cedido ao MetrópolesIncêndio destruiu interior de vagão e interrompeu operação na linha 12-Safira.
Material cedido ao MetrópolesIncêndio destruiu interior de vagão e interrompeu operação na linha 12-Safira.
Material cedido ao MetrópolesA Artesp decidiu na tarde desta quinta-feira (23) o retorno da CPTM para atuar em conjunto com a Trivia Trens na administração das linhas por até 90 dias. A representação também requer a apuração da responsabilidade da concessionária e do Estado pelos prejuízos causados aos usuários. Em nota enviada à reportagem, o MPSP confirmou ter recebido a representação, a qual está em análise.
A deputada Ediane Maria e a advogada Natália Boulos também solicitam a instauração de um inquérito civil para investigar as recorrentes falhas operacionais e os riscos à segurança nas Linhas 11, 12 e 13. Elas exigem a prestação de informações detalhadas pela concessionária Trivia Trens S.A. e pelos órgãos estaduais responsáveis pela fiscalização.
O Metrópoles procurou a concessionária Trivia Trens, mas não obteve retorno. O espaço segue aberto.
Primeiras falhas
Além do caos desta manhã, na quarta-feira (22), a estação Brás (Linha 12) também estava com funcionamento reduzido e, segundo internautas, ficou mais de 20 minutos sem trem. Em consequência, houve superlotação e filas que ocupavam toda a plataforma. A estação Barra Funda (Linha 11) também teve funcionamento reduzido e um dos trens em operação foi esvaziado, o que gerou filas de espera maiores do que o normal.
Ainda na quarta-feira, as adversidades continuaram, somando mais de quatro problemas nas operações das Linhas Coral e Safira entre o período da manhã e início da tarde. A situação revoltou passageiros.

