MC Pipokinha, nome artístico de Doroth Helena de Sousa Alves, foi condenada após uma apresentação com conteúdo sexual explícito. Nascida em Santa Catarina e atualmente morando em São Paulo, a cantora, de 28 anos, ganhou notoriedade no funk por letras ousadas e apresentações marcadas por performances de cunho sexual.
Durante os shows, MC Pipokinha e os dançarinos costumam interagir com o público e convidar fãs para subir ao palco. As apresentações são marcadas por movimentos que simulam relações sexuais.
A funkeira também costuma se apresentar usando uma coroa e se autointitula “a rainha da putaria”. Entre as músicas que fazem parte de seu repertório estão Bota na Pipokinha, Eu Sou a MC Pipokinha e Tira as Crianças da Sala.




MC Pipokinha
Instagram/ReproduçãoMC Pipokinha
Reprodução/InstagramCantora tem gerado polêmica nas redes sociais
Instagram/ReproduçãoEm 2022, o Instagram suspendeu o perfil da artista por violação das “diretrizes da comunidade sobre propostas de cunho sexual”. Na época, ela recorreu à Justiça para tentar recuperar a conta, mas teve o pedido negado. Posteriormente, MC Pipokinha criou um novo perfil, que também foi suspenso.
Em 2023, a cantora teve ao menos sete shows cancelados após publicar um vídeo em que debochava do salário dos professores. Na ocasião, apresentações foram desmarcadas no Rio Grande do Norte, em Santa Catarina, no Distrito Federal, no Espírito Santo, em Rondônia, em Minas Gerais e em São Paulo.
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“Ser professora tem que amar muito a profissão, porque ouve desaforo dos filhos dos outros (…) e ainda receber o que um professor recebe, que é quase nada”, declarou na época.
MC Pipokinha é mãe de uma menina, que vive com os avós em Santa Catarina. A cantora teve a filha por volta de 2015, quando tinha 16 anos. Ela já afirmou que prefere não expor a filha nas redes sociais para preservá-la de possíveis ataques.
Condenação de MC Pipokinha
MC Pipokinha e outras quatro pessoas foram condenadas após uma apresentação com conteúdo sexual explícito. As cenas ocorreram durante o evento Esquenta do Magrão, em Corumbá (MS), e foram acompanhadas por adolescentes.
O caso foi analisado pela 1ª Vara Cível de Corumbá em uma ação civil pública que apurou as circunstâncias do evento, realizado em 16 de fevereiro de 2023. Os cinco foram condenados a pagar R$ 162,1 mil por danos morais coletivos.
A apresentação ocorreu sobre um trio elétrico, em espaço aberto e com ampla visibilidade. De acordo com os registros audiovisuais analisados pela Justiça, a artista se apresentou parcialmente despida, enquanto dançarinos realizaram contatos físicos e movimentos que simulavam atos sexuais.
A apresentação podia ser vista não apenas pelos participantes do evento, mas também por pessoas que transitavam pelo local e por estudantes que estavam em uma escola próxima, durante o horário de aula.

