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Dark Horse: Marinho diz que investigação provará ausência de "ilícito"

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Dark Horse: Marinho diz que investigação provará ausência de "ilícito"

O coordenador da pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência, senador Rogério Marinho (PL-RN), minimizou nesta quinta-feira (23/7) a investigação aberta pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para apurar o financiamento do filme Dark Horse, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e afirmou que a apuração não encontrará irregularidades.

“Tranquilo. Vai ficar demonstrado que não há ilícito”, disse Marinho ao Metrópoles.

O inquérito foi autorizado pelo ministro do STF André Mendonça, atendo a um pedido da Polícia Federal (PF) endossado pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet. A apuração mira repasses do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, para o financiamento do longa. Segundo investigadores, o banqueiro teria enviado cerca de R$ 61 milhões.

Mensagens e áudios trocados entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro mostram o senador pedindo recursos ao banqueiro para financiar a obra. Segundo a PF, o dinheiro foi transferido pela Entre Investimentos e Participações, empresa ligada a Vorcaro, para um fundo sediado no Texas e vinculado a pessoas próximas do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro.

A Polícia Federal pretende apurar se os recursos foram usados para outra finalidade, como o financiamento da estadia de Eduardo nos Estados Unidos ou de articulações políticas conduzidas por aliados do ex-deputado junto ao governo de Donald Trump, que culminaram na imposição do primeiro tarifaço contra o Brasil.

Em maio, após a divulgação dos áudios e das mensagens sobre a negociação dos repasses, Flávio Bolsonaro admitiu que Daniel Vorcaro financiou parte da produção e afirmou que a relação entre os dois se limitava ao filme.

Na ocasião, o senador anunciou que apresentaria um detalhamento dos gastos para conter a repercussão negativa do caso. Segundo ele, a produtora GoUp Entertainment, responsável pelo longa, divulgaria a prestação de contas em até um mês.

O compromisso foi assumido após uma reunião com deputados e senadores do PL. Até esta quinta, porém, os documentos ainda não haviam sido apresentados.

Flávio também afirmou que, caso o filme registrasse lucro, o valor correspondente ao aporte feito por Daniel Vorcaro seria separado e colocado à disposição das autoridades.

“Outro pedido é que, assim que o filme der resultado, o valor aplicado pelo Daniel Vorcaro vai ser destacado e ficará à disposição das autoridades para resolverem o que vão fazer”, disse Flávio Bolsonaro na época.

O senador ainda declarou aos parlamentares que sua relação com Vorcaro se restringiu ao financiamento do filme. Também confirmou ter se reunido com o banqueiro no fim de 2025 para, segundo ele, “botar um ponto final na questão” do dinheiro.

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