O psiquiatra forense Hewdy Lobo, que já atuou em casos de grande repercussão, como os de Suzane von Richthofen, da ex-deputada federal Flordelis e de Adélio Bispo, autor da facada contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, foi o responsável pelo novo laudo psiquiátrico de Amanda Maria Souza da Oliveira (foto em destaque), a mulher de 37 anos que fingiu ter 12. A coluna apurou que o exame foi concluído nessa segunda-feira (20/7) e deverá ser apresentado à Justiça em até 15 dias.
No último dia 10 de julho, a Polícia Civil do Paraná (PCPR) indiciou Amanda Maria após uma denúncia registrada em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba. Ela é suspeita de ter enganado integrantes de um grupo de oração ao fingir estar com câncer terminal em 2021.
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Antes do indiciamento, Amanda foi interrogada, mas negou as acusações relacionadas ao caso investigado no município.







Amanda Maria Souza de Oliveira,
PCSC/ DIvulgaçãoEla foi presa na terça-feira (2/6) após investigações da Polícia Civil apontarem que ela havia assumido uma identidade falsa para se passar por uma menina de 12 anos
ReproduçãoAmanda Maria Sousa Oliveira, acumula passagens pela Justiça em todo o país e responde a acusações por falsidade ideológica e estelionato
Reprodução / Redes sociaisAmanda Maria Sousa Oliveira, acumula passagens pela Justiça em todo o país e responde a acusações por falsidade ideológica e estelionato
Reprodução / Redes sociaisAmanda maria
Reprodução/WebFalsa adolescente que usava chupeta ganhou festa ao fazer "12 anos"
Reprodução/NSC TotalCaso de grande repercussão
Amanda ganhou notoriedade nacional em junho deste ano, quando foi presa, no dia 2, após investigações da Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC) apontarem que ela assumiu uma identidade falsa para se passar por uma menina de 12 anos.
Segundo as investigações, ela se apresentou como “Gabriele” e afirmou ter fugido do Pará após sofrer maus-tratos e violência sexual. A história sensibilizou integrantes de uma igreja de Joinville (SC), que passaram a oferecer abrigo e ajuda financeira.
Com o passar do tempo, uma família da comunidade religiosa a acolheu em casa. Amanda permaneceu por cerca de 14 meses no local e foi tratada como filha pelos moradores, que chegaram a organizar uma festa para comemorar os supostos 12 anos da adolescente e manifestaram interesse em formalizar sua adoção.
Para sustentar a farsa, ela alegava ser autista e ter outras condições de saúde. Também justificava a aparência adulta dizendo que traumas sofridos na infância haviam afetado seu desenvolvimento físico.
A investigação aponta ainda que a suspeita reproduzia comportamentos infantilizados, utilizando mamadeiras, chupetas e objetos de apego para dormir, além de afinar a voz e simular crises emocionais.
A fraude começou a ser desvendada após uma denúncia feita por um familiar do casal que a acolhia. Durante as diligências, a Polícia Civil confirmou que a suposta adolescente era, na verdade, uma mulher de 37 anos.

