O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, reconheceu, nesta sexta-feira (24), falhas e divergências nas informações meteorológicas obtidas pela Defesa Civil Estadual, Serviço Geológico Brasileiro (SGB) e o Instituto de Pesquisas Hidráulicas (IPH) em relação às chuvas previstas no território gaúcho.
“Os dados que tinham na noite daquela terça-feira apontavam que não chegaria na cota de inundação. E quando houve alteração desses dados, dessas informações, imediatamente a Defesa Civil foi acionada para que pudessem ser retiradas as pessoas das áreas de risco, que é o que foi feito”, declarou em coletiva de imprensa.
Questionado, ele também defendeu que há necessidade de mais clareza na comunicação e nos dados, que classificou como dinâmicos. “Na ocorrência de um evento como é o caso do Vale do Taquari, se altera rapidamente o quadro em função da precipitação, do volume de chuvas. Estamos pedindo também ao próprio IPH e ao SGB que possam ter maior recorrência de atualização das suas informações.
E talvez o que tenha acontecido tenha sido uma defasagem, uma superação dos dados que alimentavam os modelos do IPH e do SGB, quando foram apresentados, o que gerou aquela confirmação de que não haveria inundação, e depois esses dados acabaram sendo superados” completou.
O posicionamento do governador ocorre um dia após o nível do Rio Taquari recuar e sair da cota de inundação. Leite viajou até a cidade de Lajeado para se reunir com o prefeito em exercício, Guilherme Cé, para avaliar a situação da cidade e debater projetos para as cotas mais baixas, que são fora da zona de arraste, mas em áreas mais suscetíveis às inundações.
“Os prognósticos que a gente tem de eventos, novas chuvas pela frente e também do médio e do longo prazo, soluções para ainda localidades da cidade que ainda são vulneráveis”, pontou.

