Foto: Allex Mendonça/ Idesam
Seis jovens indígenas do Amazonas, integrantes da Organização da Juventude Indígena de Lábrea (OJIL), da Organização da Juventude Indígena de Tapauá (OJIT) e da Amiata, estão em Brasília participando do Acampamento Terra Livre (ATL) 2026, que acontece entre os dias 5 e 10 de abril. Vindos de territórios nos municípios de Lábrea e Tapauá, no sul do Amazonas, eles representam uma nova geração de lideranças comprometidas com o fortalecimento da participação indígena nos espaços de diálogo e decisão no Brasil.
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Considerado o maior encontro de mobilização indígena do país, o 22º ATL reúne lideranças de diferentes povos e regiões para discutir pautas prioritárias, como a defesa dos territórios, direitos indígenas e políticas públicas. A presença da juventude amazônica no evento reforça o protagonismo das novas gerações na construção de soluções para seus próprios territórios.

O Acampamento está instalado no Eixo Cultural Ibero-Americano (antiga Funarte), no centro da capital federal. O ATL reúne todos os anos, representantes de cerca dos 391 povos indígenas do Brasil, além de delegações internacionais, com o objetivo de debater a defesa dos territórios e denunciar violações aos direitos desses povos.
A participação dos jovens conta com o apoio do Idesam, em parceria com a Articulação das Organizações e Povos Indígenas do Amazonas (APIAM), que vêm atuando no fortalecimento de organizações indígenas e comunitárias na região.
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“Estamos no ATL para lutar por nossos direitos, por mais saúde, educação e pela proteção dos nossos territórios. Queremos levar esse aprendizado de volta para fortalecer nossas comunidades”, afirma Elaine Vieira, da Associação das Mulheres Indígenas Artesãs de Tapauá (AMIATA).
O jovem da etnia Apurinã, Felipe Batista, destaca a importância de participar do maior encontro de povos indígenas do país: “Buscar conhecimento é um compromisso com nós mesmos, povos indígenas. Também é uma oportunidade de conhecer e trocar experiências com outros jovens parentes que estão aqui”, afirma.

Os jovens fazem parte do Hub de Políticas Públicas do Idesam, uma iniciativa que apoia organizações em territórios estratégicos da Amazônia, promovendo formação, articulação e incidência qualificada em espaços institucionais, além de assessoria para a formalização de organizações produtivas. A participação no ATL integra essa estratégia de ampliar a presença de lideranças locais nos principais fóruns de debate e decisão.
Segundo Allex Mendonça, advogado e consultor de projetos do Idesam, que acompanha a delegação em Brasília, a iniciativa busca preparar a juventude indígena para atuar de forma qualificada nos espaços de decisão. “A ideia é fortalecer as organizações juvenis para que possam incidir em políticas públicas e ampliar sua representatividade. Parte delas também está recebendo assessoria para se formalizar e existir oficialmente como pessoa jurídica”, explica.
A participação no Acampamento Terra Livre simboliza mais que a presença em um evento nacional: é um avanço da juventude indígena na ocupação de espaços estratégicos, fortalecendo redes, ampliando vozes e contribuindo diretamente para a construção de políticas públicas que impactam seus territórios.
Por Fabíola Abess/ Idesam
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