O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta quarta-feira (16/9), que pretende conversar com Donald Trump durante sua viagem aos Estados Unidos e pedir que o presidente norte-americano não interfira nas eleições brasileiras. A declaração ocorreu durante o evento partidário “Brasil Pronto pra Mais”, em Ceilândia, no Distrito Federal.
“Domingo, às 10h, pego voo pra reunião da ONU pra bater um papo com Trump e dizer: não se meta nas eleições do Brasil”, declarou Lula.
O petista deve participar da 81ª Assembleia-Geral das Nações Unidas, em Nova York, na próxima semana.
Agenda curta
- Na segunda-feira (21/9), o presidente deverá se reunir com o secretário-geral da ONU, António Guterres.
- Já na terça-feira (22/9), Lula fará o tradicional discurso de abertura do Debate Geral da Assembleia Geral. O Brasil mantém a tradição de abrir o debate desde 1955.
- Após a participação na ONU, Lula deverá retornar ao Brasil.
- O restante da delegação brasileira será liderado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, que permanecerá nos Estados Unidos para outras atividades da programação internacional.







Evento do presidente Lula em Ceilândia (DF)
KEBEC NOGUEIRA /METRÓPOLES @kebecfotografoEvento do presidente Lula em Ceilândia (DF)
KEBEC NOGUEIRA /METRÓPOLES @kebecfotografoEvento do presidente Lula em Ceilândia (DF)
KEBEC NOGUEIRA /METRÓPOLES @kebecfotografoAto político de campanha do PT foi realizado em Ceilândia nesta quarta-feira (16/9)
KEBEC NOGUEIRA /METRÓPOLES @kebecfotografoEvento reuniu apoiadores na Praça do Trabalhador, em Ceilândia
KEBEC NOGUEIRA /METRÓPOLES @kebecfotografoEvento do presidente Lula em Ceilândia (DF)
KEBEC NOGUEIRA /METRÓPOLES @kebecfotografoEvento do presidente Lula em Ceilândia (DF)
VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.fotoRelação entre Brasil e EUA
Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência e principal adversário de Lula na disputa eleitoral, também mantém contato com autoridades norte-americanas. Em maio, ele se reuniu com Trump e, durante a viagem, defendeu que o PCC e o Comando Vermelho fossem classificados pelos Estados Unidos como organizações terroristas.
A medida foi adotada posteriormente pelo governo norte-americano.
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Nesta quarta-feira (16/9), o governo Trump voltou a criticar o Brasil, desta vez pelo combate ao crime organizado. A Casa Branca afirmou que o país falhou no enfrentamento ao PCC e ao Comando Vermelho. O governo brasileiro contestou a avaliação e destacou ações realizadas contra as facções.

