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Candidato com maconha em praça de BH: “Maior problema do país é o álcool”

Radar Olhar Aguçado(há 39 minutos)
Candidato com maconha em praça de BH: “Maior problema do país é o álcool”

Belo Horizonte — O candidato a deputado federal Dário 4e20 (PSol), que levou um pé de maconha para uma ação de campanha na Praça Sete, no Centro de Belo Horizonte, afirmou que o “maior problema do Brasil” não é a cannabis, mas o álcool. A declaração foi dada ao Metrópoles ao ser questionado sobre os riscos do consumo de maconha por jovens.

Dário protagonizou uma cena inusitada nessa quarta-feira (16/9), ao levar um exemplar da planta para a praça. A ação terminou com intervenção da Polícia Militar (PMMG), que decidiu recolher a cannabis mesmo após a apresentação de um habeas corpus relacionado ao cultivo. O candidato não precisou acompanhar os militares.

Durante a ação, Dário foi questionado pelo Metrópoles sobre estudos que apontam riscos associados ao consumo de cannabis por adolescentes. Ele afirmou não recomendar o uso da substância por jovens e comparou a questão ao consumo de bebidas alcoólicas.

“Eu não defendo o uso de maconha, de álcool para a juventude. […] O maior problema do Brasil não é a maconha, é o álcool, que é legal e que causa muito mais dano a essa população jovem”, afirmou.

Segundo o candidato, a proibição não deve impedir que o tema seja discutido com adolescentes. Dário defendeu que jovens tenham acesso a informações sobre os efeitos e riscos das substâncias para que possam tomar decisões ao longo da vida.

Mais propostas sobre a maconha

Dário, que concorre a uma vaga na Câmara dos Deputados por Minas Gerais pelo PSol, também apresentou propostas relacionadas à cannabis durante a entrevista. A candidatura dele consta nos registros eleitorais de 2026.

Entre as medidas defendidas pelo candidato está a autorização para que cada pessoa possa cultivar até seis plantas em casa para produção de medicamentos. Ele também defendeu que o Sistema Único de Saúde (SUS) disponibilize medicamentos à base de cannabis e amplie a capacitação de profissionais para acompanhar pacientes.

O candidato ainda apontou a geração de empregos como um dos argumentos para ampliar a regulamentação. Segundo estimativa apresentada por ele, a legalização da maconha teria potencial para criar entre 600 mil e 900 mil postos de trabalho no país em três anos, sendo ao menos 30 mil em Minas Gerais. Os números foram citados pelo próprio candidato durante a entrevista.

Dário também defendeu investimentos em pesquisas nas universidades sobre aplicações do cânhamo na indústria e no meio ambiente. Segundo ele, o desenvolvimento de produtos derivados da planta poderia movimentar novos negócios, gerar empregos e ampliar a arrecadação.

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