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Cripta com restos mortais de D. Pedro I reabre no feriado da Independência

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 1 hora)
Cripta com restos mortais de D. Pedro I reabre no feriado da Independência

A Cripta Imperial, local onde estão os restos mortais de Dom Pedro I e de suas duas esposas, as imperatrizes Maria Leopoldina e Dona Amélia, reabrirá no feriado de 7 de setembro.

Instalado no subsolo do Monumento à Independência, próximo ao Museu do Ipiranga, em São Paulo, o espaço estava fechado para visitação desde 2022 após um processo de revitalização, cujo investimento total somou R$ 5,3 milhões.

De acordo com a Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa (SMC), a cerimônia de abertura terá início às 14h30, seguido de apresentação do Ensemble FTM, grupo musical da Fundação Theatro Municipal de São Paulo, às 15h, e visitação guiada ao local até as 17h.

Ainda segundo a pasta, a cripta recebeu uma série de intervenções, como novos banheiros, acessibilidade arquitetônica, um novo sistema de climatização com ar-condicionado e melhorias no espaço expositivo, além da conservação do bronze junto aos sarcófagos, fechamento do teto com mármore amarelo e outros reparos. As obras também contemplaram a limpeza e conservação do Monumento à Independência.

Outro local que passou por reforma foi a Casa do Grito, localizada no Parque da Independência. O espaço passou pela recuperação de trincas, pintura e implantação de novos acessos externos. Assim como a Cripta Imperial, a Casa do Grito faz parte do Museu da Cidade de São Paulo, conjunto de locais históricos construídos entre os séculos 17 e 20.

Programação

No dia da reabertura, a Cripta Imperial também recebe a exposição “Representações da Nação: O Monumento à Independência e a Cripta Imperial”. A mostra apresenta o momento da criação do Monumento e da Cripta e explica a importância de valorizar acontecimentos históricos.

Na Casa do Grito, há uma outra exposição, a “Da Independência ao Grito: história de uma casa de pau a pique”, que mostra a relação da casa com o quadro “Independência ou Morte” e a técnica de construção pau a pique. Ambas podem ser visitadas de terça a domingo, das 9h às 17h.

Reabertura da Cripta Imperial

  • Quando: Segunda, dia 07 de setembro (Independência do Brasil)
  • Onde: Cripta Imperial/Museu da Cidade de São Paulo, Praça do Monumento (Parque da Independência), s/nº – Ipiranga, São Paulo
  • Ingresso: Sem necessidade de retirada, evento gratuito
  • Programação:
    14h30 – Abertura
    15h – Apresentação da Ensemble FTM
    17h – Encerramento da Visitação

Representações da Nação: O Monumento à Independência e a Cripta Imperial

  • Local: Cripta Imperial/Museu da Cidade de São Paulo Praça do Monumento (Parque da Independência), s/nº – Ipiranga, São Paulo
  • Tipo: Mostra de longa duração
  • Horário: Terça a domingo, das 9h às 17h.

Da independência ao Grito: história de uma casa de pau a pique

  • Local: Casa do Grito/Museu da Cidade de São Paulo Praça do Monumento (Parque da Independência), s/nº – Ipiranga, São Paulo
  • Tipo: Mostra de longa duração
  • Horário: Terça a domingo, das 9h às 17h.

História do Monumento da Independência e a Cripta Imperial

O Monumento à Independência foi instalado em 1922, em comemoração ao centenário da Independência do Brasil. Já a Cripta Imperial foi inaugurada em 7 de setembro de 1952 e antecedeu as comemorações do quarto centenário de São Paulo. O memorial fica no subsolo do Monumento à Independência.

No local, estão os restos mortais de três figuras históricas: a Imperatriz Maria Leopoldina, primeira esposa de Dom Pedro I, o próprio Dom Pedro I e a Imperatriz Dona Amélia, segunda esposa dele Cada um foi parar na cripta em um momento diferente.

Após a morte, a Imperatriz Maria Leopoldina foi sepultada no Rio de Janeiro. Com as celebrações do IV Centenário da cidade de São Paulo e a construção da Cripta Imperial, ela se tornou a primeira a ocupar o local.

No caso de Dom Pedro I, o coração estava na cidade do Porto e o corpo, no Panteão dos Braganças, em Lisboa. Em 1972, durante o Sesquicentenário da Independência, o governo brasileiro negociou com Portugal a vinda dos restos mortais para cá.

Os órgãos do imperador cruzaram o Atlântico a bordo de um navio e percorreram várias capitais brasileiras antes de chegar à Cripta Imperial, em São Paulo.

Por último, veio a Imperatriz Dona Amélia, que havia ficado no Panteão dos Braganças. Em 1982, o corpo da imperatriz foi trazido para que ficasse ao lado da família.

Anos após a chegada de Dona Amélia, em 2012, os corpos passaram por uma exumação e o corpo da imperatriz estava tão bem preservado que se encontrava perfeitamente mumificado.

O Monumento da Independência foi erguido antes da cripta e já era idealizado muito antes, desde o famoso “Grito da Independência”. Porém, a primeira construção erguida ao ato histórico foi o Museu do Ipiranga. Com a aproximação do centenário da Independência, também começou a construção do memorial. A obra foi inaugurada em 7 de setembro de 1922, incompleta devido à complexidade. O monumento só foi concluído em 1926.

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