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PSB foca em ampliar bancada na Câmara e se alia ao PT em 21 dos 27 estados

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)
PSB foca em ampliar bancada na Câmara e se alia ao PT em 21 dos 27 estados

Partido do vice-presidente Geraldo Alckmin, o PSB formou aliança com o PT em 21 dos 27 estados. É a maior união entre as duas siglas da história. Tamanha sinergia só foi possível porque a prioridade de ambas é a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Além disso, o PSB focou toda a energia em aumentar a bancada na Câmara dos Deputados, deixando o caminho livre nas chapas majoritárias para alianças com o PT. A avaliação é do ministro do Empreendedorismo e secretário-geral do PSB, Paulo Henrique Pereira.

“A necessidade de eleger o presidente Lula como foco da nossa estratégia e uma certa densidade do nosso esforço para nos fortalecer no Congresso é o que justifica esse movimento”, diz o ministro em entrevista ao Metrópoles (veja abaixo na íntegra).

A exceção é o presidente do partido, João Campos (PSB), que concorre ao governo de Pernambuco, em uma disputa acirrada com a atual governadora Raquel Lyra (PSD). A última pesquisa Quaest, divulgada na terça-feira (25/8), mostra Raquel com 44% das intenções de voto contra 36% do ex-prefeito de Recife.

Além da estratégia eleitoral do PSB, Paulo Henrique Pereira comenta a importância do pleito de 2026 para o futuro do país e do seu partido, fala sobre empreendedorismo e as relações de trabalho contemporâneas. Pereira também critica os presidenciáveis Pablo Marçal (PRTB) e Renan Santos (Missão). Segundo o ministro, eles tentam capturar, sem legitimidade, a pauta empreendedora.

“Eleição definidora”

O ministro do empreendedorismo defendeu que as eleições de 2026 são importantes porque, provavelmente, será o último pleito em que os líderes políticos que participaram da elaboração da Constituição de 1988 serão protagonistas.

“É a última eleição do presidente Lula”, exemplifica o ministro. “Essa eleição é definidora para que a gente possa garantir o legado da Constituição de 88 e desse período que entregou muito para o Brasil”, acrescenta.

Em relação ao partido que é filiado, Pereira enxerga um bom prognóstico, podendo “até dobrar os nossos representantes parlamentares”. Isso significa mais recursos de fundo eleitoral nas próximas disputas e mais emendas parlamentares durante a legislatura que vem.

“Estou seguro que nós vamos ser o partido do campo progressista que mais vai crescer nas eleições. Já fomos o partido do campo progressista que mais cresceu na janela [partidária], fomos o partido do campo progressista que mais cresceu na eleição municipal de 2024 e vamos ser o partido progressista que mais vai crescer na eleição para o Congresso”, projeta.

A direita, a esquerda e o empreendedorismo

Durante a entrevista, Pereira tenta encurtar as distâncias entre o discurso empreendedor e políticos de esquerda.

Sobre Pablo Marçal, por exemplo, o ministro de Lula diz que o candidato à presidência do PRTB “não entende nada de empreendedorismo”. Marçal tem a candidatura abalizada por uma decisão liminar, e tenta manter-se elegível até o dia do pleito.

“Ele é um fazedor de fumaça que ganha dinheiro na enganação do povo e na proliferação de mentiras. O Pablo Marçal não sabe nada de empreendedorismo”, afirma. “Ele é um enganador, um charlatão completo”, acrescenta.

Já sobre Renan Santos, o ministro do Empreendedorismo criticou a postura na campanha presidencial. Para Pereira, o candidato do Missão não se comporta como um postulante à presidência e “converte o debate sobre a vida das pessoas em circo”.

Pereira defende que os governos petistas foram responsáveis pelos marcos regulatórios que permitem trabalhos informais, como a criação da Micro Empresa Individual (MEI).

“Ninguém fez tanto pelo empreendedorismo na história do Brasil, quanto o presidente Lula”.

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