A Justiça de São Paulo decidiu manter a determinação de permanência provisória do filho de Karina Kufa com o pai, Amilton Augusto da Silva Júnior. A decisão liminar tirou temporariamente a guarda do filho da advogada, após ela se casar com Thiago Brennand, empresário que está preso desde 2023 e foi condenado a mais de 20 anos de prisão pelos crimes de estupro e agressão contra mulheres.
Karina informou ao Metrópoles que recorreria. Em seguida, o Ministério Público de São Paulo (MPSP) se manifestou contra a mudança na guarda da criança de 10 anos.
A determinação atendeu ao pedido de Amilton. A criança estava com o pai e deveria ter sido devolvida para a mãe em 15 de julho.
Procurado pelo Metrópoles, nesta quinta-feira (23/7, Amilton evitou comentar o processo. “Só posso dizer que acredito na Justiça e estou fazendo meu papel de pai”, afirmou.
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Thiago Brennand, que cumpre pena na Penitenciária II de Potim, interior de São Paulo, casou-se neste mês com a própria advogada, Karina Kufa, conhecida por ter atuado na defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O matrimônio foi firmado por meio de uma procuração pública no Cartório de Notas e Registro Civil de Potim.
Também neste mês, Brennand foi condenado a 31 anos de prisão e 3 anos de detenção por uma série de crimes praticados contra uma ex-namorada. A vítima afirmou que, em 2021, foi agredida, estuprada e forçada por Brennand a tatuar as iniciais do empresário.
Thiago Brennand
- Alvo de vários processos criminais, Brennand foi denunciado por crimes sexuais, lesão corporal, cárcere privado e corrupção de menor.
- Na primeira condenação, o empresário foi considerado culpado por estuprar uma norte-americana, em julho de 2021, e pegou 10 anos e seis meses de cadeia, em regime fechado.
- Depois, ele foi condenado a mais um ano e oito meses de prisão, em regime semiaberto, por agredir a modelo Helena Gomes em uma academia de luxo, no Shopping Iguatemi, na zona oeste da capital paulista.
- A terceira acusação foi feita por uma massagista brasileira, que relatou à Justiça que foi estuprada e depois sofreu perseguição do empresário. Brennand, que alega inocência, foi condenado pelo crime, ocorrido em 2022.
- No processo, Brennand recebeu uma sentença de oito anos de prisão, em regime inicial fechado, pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP).

