O governo federal estuda estender o prazo de validade do subsídio de R$ 0,44 por litro da gasolina por mais dois meses. A medida ocorre em meio à nova alta nos preços do petróleo associada ao aquecimento das tensões entre Estados Unidos e Irã. O desconto no combustível, bancado pela União desde o fim de maio, perderia a validade no próximo sábado (25/7).
Nesta quinta-feira (23/7), o barril do petróleo brent voltou a ser vendido a US$ 98. Antes da guerra no Oriente Médio entre Estados Unidos, Irã e Israel, o barril do petróleo tipo brent, que é referência no mercado internacional, era cotado a US$ 60.
Quando houve o início do conflito, em 28 de fevereiro deste ano, o barril do petróleo flutuava perto dos US$ 70, mas rompeu a barreira dos US$ 120 com as tensões em meio ao avanço do conflito bélico.
Com a alta no preço do petróleo impactando os preços dos combustíveis no Brasil, o governo ofereceu, a partir de maio, um subsídio para os principais combustíveis, com o objetivo de conter um possível impacto inflacionário.
Cautela
Em junho, os EUA e o Irã anunciaram um cessar-fogo no confronto, o que fez o preço dos barris de petróleo voltar a cair. Com isso, o governo pretendia não renovar o subsídio.
No último dia 9, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a situação exigia cautela e que iria decidir na semana seguinte sobre a retirada. “Nós não estamos discutindo aumento, apenas a retirada (do subsídio), mas é preciso ter cautela”, pontuou na ocasião.
No entanto, dias depois o confronto foi retomado e o barril do petróleo voltou a subir com o fracasso das negociações diplomáticas.
Às 15h36 desta quinta-feira (23/7), o item era negociado a US$ 100,61 após acumular alta de 6,95% nas últimas 24 horas.
O subsídio
O valor atual do subsídio para a gasolina é de R$ 0,44 por litro. O financiamento da medida de contenção dos preços é feito pela União. A operacionalização do repasse é realizada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
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O subsídio à gasolina foi assinado pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no dia 25 de maio deste ano para ter duração de 60 dias.

