A alta do preço do barril do petróleo no mercado internacional ganhou novo fôlego na manhã desta quarta-feira (22/7), com a commoditie impulsionada pelo agravamento da tensão militar no Oriente Médio e o conflito enre EUA e Irã.
O barril do petróleo Brent, referência global de negociação, avançou mais de 3% no início das operações, ultrapassando a barreira dos US$ 95 — o maior patamar registrado desde o início do mês de junho.
O barril do West Texas Intermediate (WTI), referência no mercado norte-americano, acompanhou o movimento e operava cotado acima dos US$ 85.
Leia também
O novo salto nas cotações ocorre após a 11ª noite consecutiva de ataques aéreos dos EUA contra alvos militares no Irã. Em resposta, Teerã intensificou investidas contra instalações e posições estratégicas de aliados norte-americanos no Golfo Pérsico.
Retaliações aumentam receio
A espiral de retaliações aumentou o receio de analistas e investidores quanto à interrupção física do fornecimento de petróleo bruto na região.
Kathleen Brooks, da corretora de invetimentos XTB, observa que a forte alta registrada no valor do petróelo ocorre após Donald Trump declarar, nessa terça-feira (21/7), que não tem interesse em realizar negociações com o Irã.
“A valorização do petróleo ocorre depois que o presidente Trump minimizou a perspectiva de novas negociações com o Irã. Ele também afirmou que intensificaria ainda mais as tensões e atacaria o Pickaxe Mountain, local que abriga uma instalação nuclear subterrânea iraniana”, analisou Brooks.

