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Chefe da PMMG lamenta morte de capitã e faz reflexão sobre cuidado

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 1 hora)
Chefe da PMMG lamenta morte de capitã e faz reflexão sobre cuidado

Belo Horizonte – A comandante geral da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), coronel Cleide Barcelos dos Reis Rodrigues divulgou nota de pesar pela morte da capitã da corporação, Micheli Leão Azevedo, de 41 anos, e fez uma reflexão sobre cuidado e sobre estar atento ao problema que um colega possa estar enfrentando, assim como se faz em família.

“Mais do que uma instituição , somos uma família. E, como toda família, precisamos estar atentos uns aos outros”.

Ela também falou sobre perceber sinais de que algo vai mal e o momento de oferecer ajuda a um colega, alegando que o cuidado também faz parte da missão da corporação.

“Que este momento nos lembre da importância de perceber os sinais, de oferecer uma palavra de apoio, de perguntar sinceramente se o outro está bem e de estender a mão quando alguém precisar. O cuidado também faz parte da nossa missão”, diz nota.

Na nota ela também afirma que nenhum policial militar deve enfrentar suas batalhas sozinho. “Fortalecer os laços de companheirismo, acolher, ouvir e apoiar uns aos outros são compromissos que devem estar presentes em nossa rotina dentro e fora do serviço”, cita.

Além disso, na nota a comandante presta solidariedade aos familiares da capitã Michele.

Nota de Pesar da PMMG
PMMG divulga nota de pesar, pela morte da capitã Michele Leão de Azevedo

Sobre a morte da capitã Michele

O marido de Michele, o sargento Eduardo Abner, foi preso preventivamente após levar a capitã, já sem vida, para atendimento no Hospital Odilon Behrens.

Segundo o boletim de ocorrência, Eduardo afirmou que, na véspera, o casal promoveu uma festa em casa com amigos. De acordo com o relato dele, ambos consumiram grande quantidade de bebidas alcoólicas e comprimidos de ecstasy.

Ainda segundo sua versão, depois que os convidados foram embora, por volta das 5h, ele e Michele mantiveram relações sexuais consensuais envolvendo práticas de dominação e espancamento.

Conforme o registro policial, Eduardo disse que, por volta das 12h, Michele caiu da escada da residência, sofreu um corte profundo na cabeça e lesões na boca e passou a reclamar de tontura. Ele afirmou que prestou os primeiros socorros, deu banho na vítima, conteve o sangramento e a colocou para descansar.

Ainda de acordo com sua versão, Michele recusou atendimento médico porque estaria constrangida após o consumo de drogas. Os dois teriam dormido por volta das 15h e, somente às 21h, ele percebeu que ela não respondia aos estímulos.

Durante a entrevista com policiais militares, Eduardo pediu para ir ao banheiro e descartou uma caixa com 18 comprimidos de ecstasy na lixeira.

Investigação

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) afirmou, nesta terça-feira (21/7), que a presença de uma “lesão aparente muito contundente na face” da capitã da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) Michele Leão Azevedo, de 41 anos, foi um dos elementos que embasaram a prisão em flagrante do sargento Eduardo Abner Pereira de Oliveira, de 37, por feminicídio.

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