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PIB, Eleições, e a Seleção Brasileira (por Ricardo Guedes)

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PIB, Eleições, e a Seleção Brasileira (por Ricardo Guedes)

Pobre Seleção Brasileira: não tem jogadores, não tem técnica, não tem garra, não tem Técnico. Ver a nossa Seleção perder da maneira que perdeu, sem brilho e sem vigor, e ver a Argentina chegar na segunda Final consecutiva, sob adversidade e sob a liderança do reconhecidamente craque Messi, dói-nos. Não que desejemos que a Argentina perca, mas a comparação nos reduz a níveis dantes inimagináveis, de onde estamos e de onde poderíamos estar, quem sabe?

Que a relação entre PIB e Eleições é inequívoca, disso não há dúvidas. “It is the economy, stupid!”, na célebre frase de James Carville em 1992 na campanha de Clinton explicando a subida de Clinton contra Bush.

No Brasil, quando o PIB sobe o incumbente vence ou faz o seu sucessor. Se o PIB cai, o incumbente e seus aliados perdem as eleições.

Em 1992, Itamar assumiu com Fernando Henrique implementando o Plano Real em 1993, com controle da inflação e distribuição de renda. Fernando Henrique foi eleito em 1994 e reeleito em 1998. De 1992 a 1999, o PIB aumentou de US$ 0,3 trilhões para US$ 0,9 trilhões, o triplo do PIB de 1992.

Devido à Crise Cambial em 1999, o PIB caiu para US$ 0,5 trilhões em 2002, com a eleição de Lula e sua reeleição em 2026. De 2002 a 2010, o PIB cresceu de US$ 0,5 trilhão para US$ 2,2 trilhões, quatro vezes o PIB de 2002.

Em 2010, Lula elegeu Dilma Rousseff. O PIB chega a US$ 2,6 trilhões em 2011, caindo para US$ 2,4 trilhões em 2013 devido a erros na política econômica. Dilma. Dilma venceu Aécio em 2014 por estreita margem de votos, sofrendo impeachment em 2015. Em 2015, o PIB caiu para US$ 1,8 trilhão.

Temer assumiu em 2016 tendo Henrique Meirelles como Ministro da Fazenda, com o PIB recuperando para US$ 1,9 trilhão em 2018.

Em 2018, Bolsonaro, como candidato de 3ª via devido ao desgaste do PT e do PSDB, venceu as eleições. O PIB permanece em US$ 1,9 trilhões durante o governo Bolsonaro, com Lula sendo eleito em 2022.

Em 2023 o PIB chega a US$ 2,2 trilhões, permanecendo estável até os dias de hoje.

As eleições de 2026 se transformam em uma incógnita, Lula com baixa performance e Flávio Bolsonaro trazendo a imagem do governo de Jair Bolsonaro. Flávio tem rejeição acima de Lula, na polarização e tendência do que alguns chamam de a escolha do “menos pior”.

É interessante observar a relação existente entre o crescimento do PIB e a vitória da Seleção nas Copas do Mundo.  Não que o aumento do PIB determine a vitória, mas a melhor organização da sociedade e do bem estar social propiciam uma melhor organização e desempenho também no futebol, como em outros setores.

Com JK, o PIB aumentou em média de 7% ao ano, no lema de “50 anos em 5 anos”, com Brasília, as estradas, nossa arquitetura moderna, a formulação e auge de nossa Política Externa, a bossa nova, e nosso futebol florescendo. Ganhamos as Copas de 1958 e 1962.

Certamente, anteriormente, tínhamos Pelé, Garrincha, Tostão, Zico, Romário, Ronaldo “fenômeno”, e outros jogadores.

De 1964 a 1970, com os Militares, o PIB cresceu de US$ 21 bilhões para US$ 42 bilhões, no processo da acentuada urbanização à época e criação das Estatais, então produtivas, com a comemoração do Tri em 1970.

O PIB cresceu até 1982 para US$ 281 bilhões, caindo para US$ 190 bilhões em 1983. Em 82, perdemos a Copa com o Zico, mas caímos em pé! Um brilhantismo reconhecido pelo mundo, um acaso que ocorreu.

Então começa a nefasta discussão da “eficiência Europeia” x o “futebol arte” brasileiro, de quando então passamos a desestruturar o que tínhamos sem obter o que não tínhamos. Hoje, como disse Tostão em seu maestral artigo “O futuro não é destino”, em 12 de julho na Folha de São Paulo, não temos mais estratégia, não temos meio de campo, laterais, o 9, ou 10. O que temos?

As benesses de Fernando Henrique de 1993 a 1999, com o PIB crescendo de US$ 0,5 trilhões para US$ 0,9 trilhões, coincidem com o nosso Tetra em 1994, raspando, e no legado de nosso Penta em 2002, sobrando. Com Lula, o PIB cresceu de US% 0,5 trilhões em 2002 para US$ 2,2 trilhões em 2010. Na Copa de 2006, ocorreu de ficarmos em 5º. Em 2010, em 6º.

Com Dilma e, 2010 até hoje, o país patina em US$ 2,2 trilhões de PIB, enquanto o mundo voa. Em 2014, tomamos o 7×1.

Em 2018 e 2022, caímos nas 4as. Em 2026, caímos nas 8as, ficando em 11º lugar.

Não que o PIB determine, mas a organização e o bem estar social ajudam. A bagunça não ajuda em nada.

Éh…, “meu Brasil, brasileiro!” Cuide-se.

Ricardo Guedes é torcedor pelo Brasil