Mauro Vieira rebateu a declaração do secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, sobre o presidente Lula, e afirmou que o governo de Donald Trump se incomoda com o Brasil não se “curvar” as pretensões de Washington. A fala do chanceler brasileiro aconteceu nesta quinta-feira (16/7), durante coletiva de imprensa realizada no Itamaraty.
“Claramente, o que incomoda o governo dos Estados Unidos é o fato de o Brasil não ter se curvado às pretensões desmedidas e às demandas irrazoáveis apresentadas durante o curso das negociações”, destacou o ministro das Relações Exteriores do Brasil.
Ele prosseguiu: “Cito, como exemplo, demandas de abertura total, irrestrita e exclusiva aos Estados Unidos de setores inteiros da economia brasileira, sem qualquer contrapartida para os produtos brasileiros”.






O chanceler Mauro Vieira discursou no Itamaraty nesta quinta (16/7)
LUIS NOVA / METRÓPOLES @LuisGustavoNovaMauro Vieira criticou as falas do secretário de Estado dos EUA Marco Rubio
LUIS NOVA / METRÓPOLES @LuisGustavoNovaMinistro defendeu o Pix e disse que acusações dos EUA são descabidas
LUIS NOVA / METRÓPOLES @LuisGustavoNovaChanceler Mauro Vieira discursou nesta quinta (16/7) sobre as tarifas adicionais dos EUA ao Brasil
LUIS NOVA / METRÓPOLES @LuisGustavoNovaO ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira
LUIS NOVA / METRÓPOLES @LuisGustavoNovaLogo após o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) anunciar a nova tarifa de 25% sobre algumas exportações brasileiras, Rubio afirmou que a retaliação econômica foi motivada após Lula colocar “seu próprio ego à frente de fazer um acordo”.
Além disso, o chefe da diplomacia norte-americana afirmou que o Brasil não teve postura “de boa-fé” durante as negociações.
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O USTR acusa o Brasil de adotar “práticas desleais” contra o comércio norte-americano — entre elas o PIX. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), contudo, apontam que os EUA registraram um superávit de US$ 7,5 bilhões (cerca de R$ 38 bilhões) no último ano.
O novo tarifaço, que entra em 22 de junho, surge mais de 1 ano após a guerra comercial da administração Trump contra o país. Na época, exportações do Brasil chegaram a ser taxadas em 50%.
Em uma carta enviada ao governo brasileiro, o líder norte-americano justificou que a medida era, em partes, uma resposta ao julgamento de Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF).
Meses antes o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro deixou a Câmara dos Deputados rumo aos EUA, onde disse que buscaria ajuda da administração Trump contra o processo contra seu pai, o ex-presidente brasileiro condenado a 24 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.

