Apesar de a mais recente pesquisa Quaest apontar que, para 37% dos entrevistados, a crise envolvendo o Banco Master e o senador Jaques Wagner (PT-BA) prejudica a campanha do presidente Lula, um levantamento interno do PT da Bahia trouxe alívio ao parlamentar, que disputará a reeleição em outubro.
A coluna apurou que o tracking encomendado pelo partido indica que o desgaste provocado pelo caso foi menor do que o esperado. Na avaliação de dirigentes petistas, a investigação não alterou de forma significativa o desempenho eleitoral de Wagner.





Presidente Lula e o ex-líder do governo no Senado Jaques Wagner
Paula Froes/Assessoria Jaques WagnerSenador Jaques Wagner deixou liderança do governo após suposto envolvimento com o Master
Daniel Ferreira/MetrópolesSenador Jaques Wagner foi alvo de operação da PF
VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.fotoSenador deixou liderança após conversa com o presidente
Ricardo Stuckert / PRUm dos levantamentos internos, por exemplo, mostra Jaques Wagner com 37% das intenções de voto, praticamente no mesmo patamar registrado antes da crise envolvendo o Banco Master.
O desempenho do ex- ministro da Casa Civil, Rui Costa, também se manteve estável. No mesmo tracking, ele aparece com 51% das intenções de voto para a Casa Alta.
Nos bastidores, a leitura de dirigentes do PT é de que, embora o caso tenha provocado desgaste e ainda possa gerar novos desdobramentos, não comprometeu a competitividade eleitoral de Wagner entre os baianos.
A expectativa é que o episódio volte ao noticiário com a divulgação de mensagens extraídas do celular do enteado do senador, Guilherme Sodré. Ainda assim, aliados demonstram confiança de que o petista chegará fortalecido à eleição.
“No dia 5 de outubro, os dois (Rui e Wagner) desembarcam em Brasília reeleitos e com um caminhão de votos para Lula”, resumiu à coluna um dirigente do PT baiano.

