O ator e apresentador Roney Facchini morreu neste domingo (6), em São Paulo (SP), aos 73 anos, após sofrer um mal súbito. A informação foi informada pelo perfil do Prêmio Bibi Ferreira, dedicado ao teatro musical brasileiro. O artista fez parte do elenco de produções famosas, como "Rá Tim Bum", "Cheias de Charme", "Malhação", "Caras & Bocas" e mais.
Nascido em 6 de fevereiro de 1953, Facchini construiu uma trajetória marcante nas artes, embora tenha se formado inicialmente em Engenharia Civil pela Escola de Engenharia Mauá, em 1977.
Sua estreia na televisão aconteceu na TV Cultura, onde marcou gerações ao interpretar Luís Silva, o pai de família no clássico infantil "Rá Tim Bum" (1989). Ao longo de décadas de carreira, o ator transitou com dinamismo entre o teatro, o cinema e as principais emissoras do país.
Na TV Globo, integrou o elenco de produções de sucesso como "Bang Bang" (2005), "Caras & Bocas" (2009), "Cheias de Charme" (2012), além de participações em "Malhação", "Minha Nada Mole Vida" e "Pé na Cova". Em outros canais, atuou em novelas como "As Pupilas do Senhor Reitor" (SBT, 1994) e "Roda da Vida" (Record, 2001).
No cinema, Roney Facchini participou dos longas "Não Quero Falar Sobre Isso Agora" (1991) e "Eliana e o Segredo dos Golfinhos" (2005).
Facchini estrelou peças que deixaram marcas no teatro nacional: "Gato Por Lebre", "Os Mistérios do Sexo", "Tudo O Que Você Precisa Saber Para Acabar Com Seu Casamento" e "Ricardo III". Ao celebrar 25 anos de dedicação às artes cênicas, o artista idealizou e protagonizou o monólogo "Alegria do Palhaço".
Repercussão entre amigos e artistas
A notícia da morte do ator mobilizou diversos colegas de profissão e diretores do meio artístico, que usaram as redes sociais para lamentar a perda e exaltar a trajetória de Roney Facchini.
O ator Emílio Orciollo Netto fez questão de demonstrar seu pesar ao declarar: "Todo meu carinho e respeito. Triste." Na mesma linha de comoção, o ator Fernando Vieira manifestou solidariedade aos mais próximos, registrando: "Meus sentimentos aos amigos e parentes".
A classe teatral também sentiu profundamente o impacto do falecimento repentino do artista. O diretor Emilio Boechat desabafou sobre a perda precoce do amigo, afirmando: "Foi cedo demais. Que merda...". Já o diretor Zé Henrique de Paula destacou a relevância de sua contribuição para os palcos ao pontuar que o ator "Deixa um enorme legado para o teatro brasileiro!".

