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Impasses bilionários aguardam definição presidencial

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 1 hora)
Impasses bilionários aguardam definição presidencial

Uma série de decisões estratégicas nas áreas de mineração, setor elétrico e infraestrutura de transportes permanece em compasso de espera até que o resultado das eleições presidenciais seja conhecido. O diretor de Jornalismo da CNN em Brasília, Daniel Rittner, explica ao Hora H que o entendimento do mercado é que questões envolvendo dezenas de bilhões de reais nos próximos anos dependem diretamente de quem assumir o comando do país.

Rittner destacou que, embora poucos eleitores definam seu voto com base nas propostas dos candidatos para essas áreas, as decisões pendentes são de “elevadíssima importância” e podem moldar o futuro de grandes investimentos no Brasil.

Três temas concentram as principais incertezas: o conselho de minerais críticos, o Redata e o modelo de disputa para o Tecon Santos 10.

Conselho de minerais críticos

A lei que institui uma nova política para lidar com minerais estratégicos, críticos e terras raras foi sancionada em setembro, após ampla discussão no Congresso, mas ainda aguarda regulamentação.

Um ponto considerado altamente controverso pelas mineradoras é a existência do Conselho de Industrialização de Minerais Críticos, que teria poder de veto sobre mudanças de controle societário, fusões e aquisições, além da possibilidade de cobrar imposto de exportação para beneficiar o uso de matérias-primas dentro do país.

A visão de Flávio Bolsonaro e de seus assessores de campanha é de que o conselho é excessivamente intrusivo e precisa ser suavizado por decreto ou até eliminado por meio de uma nova alteração na legislação recém-aprovada, apontou Rittner.

A definição sobre o caminho a ser seguido depende, portanto, do próximo ocupante do Palácio do Planalto.

Redata e a questão da energia de baixa emissão

O Redata — regime especial para a atração de data centers e inteligência artificial ao país — também aguarda regulamentação. A principal pendência é a definição de quem poderá acessar os benefícios do programa.

A lei estabelece que o acesso é permitido a quem tiver suprimento de energia de baixa emissão, mas não há consenso sobre o que essa expressão abrange.

Na visão do Ministério da Fazenda, no âmbito do governo atual, baixa emissão refere-se exclusivamente a energias renováveis, como solar e eólica.

Já a perspectiva de Flávio Bolsonaro — compartilhada, segundo Rittner, pelo Ministério de Minas e Energia — inclui também o gás natural, considerado o menos poluente entre os combustíveis fósseis. Dependendo do resultado eleitoral, a definição poderá ser mais restrita ou mais flexível.

Porto de Santos e o modelo do Tecon Santos 10

O terminal de contêineres Tecon Santos 10, no Porto de Santos, representa um leilão estimado em R$ 6,4 bilhões que aguarda definição sobre as regras de participação.

O projeto foi concebido ainda na gestão anterior do Ministério de Infraestrutura e permanece pendente no governo atual.

A disputa central é entre um modelo fechado — reservado apenas a novos entrantes no porto, privilegiando a concorrência — e um modelo aberto, que permitiria a participação de operadores já presentes no Porto de Santos.

Natália Rezende, secretária atual e nome cotado para um eventual Ministério de Infraestrutura em um governo Flávio Bolsonaro, já registrou formalmente, por meio de carta ao governo federal, sua preferência pelo modelo aberto.

A definição do formato do leilão, assim como as demais questões citadas, depende de quem for eleito.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.
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