Uma pessoa morreu e outras 11 continuam desaparecidas após fortes chuvas provocarem um deslizamento de terra na manhã deste sábado (5) em uma cidade da província de Jiangxi, na China, informaram autoridades locais.
Devido às chuvas intensas provocadas pelo tufão Saudel, o deslizamento ocorreu por volta das 4h (17h de sexta-feira, no horário de Brasília) no município de Gaoping, no condado de Suichuan. Segundo comunicado do condado, 12 casas foram danificadas.
A emissora estatal CCTV também informou que mais de dez pessoas ficaram presas após o deslizamento atingir a mesma localidade.
O tufão Saudel tocou terra pela terceira vez na costa de Fujian na manhã de quinta-feira (3), após voltar a ganhar força sobre o Mar do Sul da China.
É o sétimo tufão a atingir a China neste ano e o terceiro a atingir a cidade de Yuhuan, no leste de Zhejiang, em menos de dois meses. Segundo a Administração Meteorológica da China, a sequência é extremamente rara e, de acordo com especialistas, está fortemente relacionada ao fenômeno El Niño.
Durante um ano de El Niño, o sistema de alta pressão subtropical do Pacífico Ocidental fica excepcionalmente forte e se posiciona mais ao norte, conduzindo os tufões em uma trajetória para noroeste diretamente em direção à costa leste da China. As Nações Unidas alertaram na quinta-feira (3) que o El Niño deve se intensificar ainda mais até 2027 e pode ser o mais forte já registrado, aumentando o risco de períodos prolongados de condições climáticas extremas.
Centenas de milhares de pessoas foram retiradas de suas casas em Zhejiang e províncias vizinhas desde o fim de agosto, incluindo mais de 83 mil moradores removidos somente em Fujian, enquanto Saudel avançava pelo interior e provocava fortes chuvas nas áreas próximas.
Saudel chega após o tufão Narra, que provocou chuvas intensas nas províncias de Guangxi, Hainan e Guangdong no fim do mês passado.
As chuvas torrenciais representam um alto risco de desastres secundários, como deslizamentos de terra, uma vez que as precipitações recentes já fizeram rios ultrapassarem níveis de alerta e inundaram comunidades localizadas em áreas baixas, alertou o Ministério de Recursos Naturais.

