A China tem negado repetidamente alegações anteriores relacionadas à interferência eleitoral e à intromissão política por parte de várias nações ocidentais, incluindo os EUA.
Entre essas alegações, inclui-se um alerta de 2020 do Centro Nacional de Contrainteligência e Segurança dos EUA, indicando que a Rússia, a China e o Irã tentariam interferir na eleição presidencial de 2020, utilizando desinformação online e outros meios.
Na ocasião, o Ministério das Relações Exteriores da China negou veementemente as acusações, classificando-as como “simplesmente absurdas e ridículas” e afirmando que as eleições dos EUA eram um “assunto interno” do país.
“A China nunca interferiu nelas e não tem interesse em fazê-lo no futuro. Ao mesmo tempo, temos dito repetidamente que aqueles nos EUA devem parar imediatamente com o artifício de arrastar a China para a sua política interna”, disse na época o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Zhao Lijian.
Nos últimos anos, a China também enfrentou alegações de interferência política ou eleitoral por parte de outras democracias ocidentais, incluindo Canadá, Austrália e Reino Unido.
Nesta quinta-feira (16), durante um pronunciamento à nação, o presidente americano, Donald Trump, acusou a China de ser responsável pelo “maior comprometimento de dados eleitorais da história” durante a eleição presidencial americana de 2020, reiterando, em grande parte, a conclusão de um relatório de inteligência desclassificado em 2021.
O presidente americano afirmou que a China obteve ilegalmente registros de 220 milhões de eleitores americanos, incluindo nomes, informações de contato, preferências partidárias e “outros dados sensíveis” — e descreveu a violação como um “pesadelo sem precedentes para a segurança eleitoral”.
O presidente sugeriu que a China trabalhou para “minar meu primeiro governo e nossa campanha de 2020”, além de tentar influenciar as eleições de meio de mandato de 2018, quando os Democratas conquistaram o controle da Câmara dos Representantes.
Trump também acusou a China de utilizar contatos com empresas americanas para fazê-las se voltar “contra” ele e para “identificar jornalistas americanos… para que escrevessem mais artigos negativos a seu respeito”.
