A Colômbia encerrou o primeiro turno da eleição presidencial com a maioria dos votos para o advogado e empresário Abelardo de la Espriella. Ao todo, com 80% das urnas apuradas, ele conquistou 43% da escolha dos eleitores.
Espriella se apresenta como um outsider livre de amarras políticas. Ele propôs uma dura ofensiva contra grupos armados ilegais, a construção de 10 megaprisões e a redução da pobreza através de melhorias na educação, saúde e habitação para os mais pobres.
O advogado, que já representou legalmente figuras controversas, incluindo o magnata bilionário Alex Saab, alertou que Cepeda garantiria a continuidade das políticas econômicas muito criticadas da Petro, incluindo a proibição de novos projetos petrolíferos.
Agora, à frente de todos os candidatos, ele vai para o segundo turno, em disputa com o senador Iván Cepeda.
Cepeda ficou em segundo lugar, com 41% dos votos, contrariando as pesquisas pré-eleitorais que o apontavam como o candidato líder na disputa.
Ele, que é filho de um líder comunista assassinado, prometeu buscar a paz com grupos armados ilegais por meio de negociações, uma política que apresentou poucos avanços sob o atual presidente Gustavo Petro.
Cepeda também planeja aprofundar as reformas destinadas a reduzir a desigualdade e a pobreza, incluindo o aumento de impostos para os mais ricos, a doação de 1 milhão de hectares às vítimas do conflito interno que assola o país há seis décadas e a expansão da cobertura de saúde.
A candidata Paloma Valencia, fora do segundo turno, contou com 6% dos votos.

