O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) alcançou nesta quinta-feira (23) o 3º lugar no ranking de nomes “mais prováveis” a vencerem as eleições presidenciais deste ano, segundo as estimativas do mercado de previsões da Polymarket.
As chances de Zema chegaram a 7% na plataforma e agora ele aparece na 3ª posição do ranking, à frente de Renan Santos (Missão), que caiu para o 4º lugar. Na nova atualização do ranking, Lula (PT) voltou à liderança com 39% de probabilidade de vitória, contra 38% de Flávio Bolsonaro (PL), segundo colocado.
O ranking da Polymarket mostra ainda Fernando Haddad (PT), que é pré-candidato ao Palácio dos Bandeirantes, com 3% de probabilidade de se tornar presidente, enquanto Ronaldo Caiado (PSD) e Camilo Santana (PT) estão empatados com 2%.

A Polymarket é uma plataforma internacional de “mercado de previsões” que utiliza dinheiro real, geralmente criptomoedas. No site, usuários negociam a probabilidade de eventos futuros de decisões políticas, desfechos de guerra, premiações culturais ou resultados esportivos.
No caso das eleições, o cliente pode comprar e vender suas escolhas de vitória ou derrota sobre diversos candidatos atrelados a resultados políticos. O preço dos ativos varia conforme a demanda, que muitas vezes espelha acontecimentos do noticiário político.
Na prática, os percentuais exibidos funcionam como uma estimativa coletiva de probabilidade: quanto mais usuários compram um determinado resultado, maior tende a ser o seu valor no mercado.
Apesar dos dados percentuais, a plataforma não significa intenção de voto e não segue critérios metodológicos de pesquisas eleitorais, com amostras que seguem regras para garantir as características demográficas do eleitorado, como gênero, idade, escolaridade, religião e renda. Por isso, especialistas tratam esse tipo de indicador como um termômetro de percepção e expectativa de mercado — mais sensível a movimentos de curto prazo, notícias e apostas individuais — e não como um retrato fiel do eleitorado.
O aumento da valoração de Zema na plataforma veio após o embate do ex-governador de Minas ser incluído no inquérito das fake news e começar um embate público com o STF (Supremo Tribunal Federal) e os próprios ministros da Corte.
A disputa começou quando Zema publicou um vídeo mostrando fantoches de Gilmar e do ministro Dias Toffoli discutindo sobre o Banco Master. Após o compartilhamento, Gilmar pediu ao ministro Alexandre de Moraes para que o ex-governador passasse a ser investigado no inquérito das fake news. O processo corre sob sigilo.
Na última pesquisa divulgada pelo Datafolha, em 14 de abril, Zema aparece com 4% das intenções de votos.

