A declaração do vice-presidente dos EUA, JD Vance, de que 21 horas de negociações de paz com o Irã não resultaram em um acordo levanta uma série de questões sobre o futuro do conflito.
Isso parece colocar em dúvida o cessar-fogo de duas semanas que começou na terça-feira (7). Sem um compromisso do Irã de reabrir o Estreito de Ormuz, o fornecimento global de energia continuará sendo restringido.
O presidente americano, Donald Trump, havia prometido, antes do cessar-fogo entrar em vigor, que “toda a civilização iraniana morrerá” se os líderes do país não concordassem com um acordo.
Mas não está claro se ele tem muita vontade de retomar uma guerra que se tornou profundamente impopular entre os americanos e que, segundo ele, os EUA já venceram.
Vance, durante sua aparição em Islamabad, não disse o que aconteceria agora que as negociações parecem ter estagnado. Ele sugeriu que o Irã ainda poderia voltar a aceitar a “oferta final e melhor” dos Estados Unidos, mas não antecipou nenhuma negociação futura para superar as divergências.
Trump, por sua vez, afirmou no início deste sábado que não se importava com o resultado das negociações.
“Se chegarmos a um acordo ou não, para mim não faz diferença”, disse ele, alegando que os EUA já haviam derrotado o Irã militarmente.
Por que o Estreito de Ormuz é tão importante para a economia do mundo?

