O cessar-fogo anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na noite de terça-feira (7) e posteriormente confirmado por autoridades iranianas, marca um momento significativo na escalada de tensões entre os dois países.
As partes agora se reúnem para negociações que acontecem no Paquistão nesta sábado (11).
Há um clima de tensão e incerteza para as negociações. Isso porque o Irã insiste que Israel deve parar com os ataques no Líbano, pontuando que isso faz parte do acordo para suspensão dos combates. Além disso, o principal negociador iraniano destacou que há “boa vontade” de Teerã, mas que não confia nos EUA.
Já Israel e os Estados Unidos afirmam que o conflito no Líbano não faz parte do acordo. As forças israelenses fizeram os maiores ataques ao país vizinho desde o início da guerra nesta semana, matando mais de 350 pessoas.
Além disso, o presidente americano, Donald Trump, acusou o regime iraniano de estar fazendo um “péssimo trabalho” e não permitir que navios passem pelo Estreito de Ormuz. “Esse não é o acordo que temos!”, afirmou o republicano em publicação na Truth Social.
Segundo Trump, o foco das negociações será garantir que o Irã não tenha armas nucleares e que o tráfego em Ormuz seja retomado.
A delegação dos Estados Unidos será liderada pelo vice-presidente do país, JD Vance.
O enviado especial Steve Witkoff e o genro de Trump, Jared Kushner, também estarão envolvidos nas negociações.
Já o Irã será liderado pelo presidente do Parlamento do país, Mohammad Bagher Ghalibaf.
Ele está acompanhado pelo ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, pelo secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Akbar Ahmadian, pelo governador do Banco Central, Abdolnaser Hemmati, bem como por alguns integrantes do Parlamento, segundo a agência Fars.

