O Psol (Partido Socialismo e Liberdade) definiu o vereador William Siri como pré-candidato na disputa ao governo do Rio de Janeiro. A escolha ocorreu durante conferência eleitoral do partido neste sábado (11), na capital fluminense. A sigla também oficializou a vereadora Mônica Benício como pré-candidata ao Senado.
William Siri está em seu segundo mandato e tem trajetória ligada a movimentos sociais. Em post no Instagram, o pré-candidato destacou o fato de ser morador de Campo Grande, na Zona Oeste. Bairro mais populoso da capital fluminense, segundo dados do IBGE, o local convive com forte atuação de milícias.
“Estou muito feliz e honrado com a escolha do partido. Assumo essa responsabilidade com orgulho, pois sou morador da Zona Oeste e conheço de perto as dificuldades que os trabalhadores enfrentam todos os dias”, escreveu em uma publicação nas redes sociais.
O vereador continuou: “A população do Rio de Janeiro não aguenta mais os mesmos grupos políticos que negligenciam o nosso estado por décadas. Mudar é preciso e a renovação é possível! É só o início da nossa caminhada! Vamos juntos!”.
Além de William Siri, a corrida pelo Palácio Guanabara também conta, até o momento, com as pré-candidaturas do ex-prefeito do Rio Eduardo Paes (PSD), do deputado estadual Douglas Ruas (PL) e do ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos).
A conferência também oficializou a vereadora Mônica Benício como pré-candidata ao Senado. Viúva da ex-vereadora Marielle Franco, morta em 2018, Mônica tem atuação política marcada pela defesa dos direitos das mulheres, da população LGBTQIA+ e das favelas.
Por meio de nota, o Psol afirma que “as pré-candidaturas fazem parte da estratégia de ampliação da presença institucional do partido e de participação no debate político estadual e nacional nos próximos anos”.
A definição de Siri e Benício ocorre em meio aos debates no STF (Supremo Tribunal Federal) sobre qual será o formato das eleições para o mandato-tampão de governador do Rio de Janeiro, que vai durar até o fim do ano.
O julgamento foi interrompido na última quinta-feira, quando o ministro Flávio Dino pediu vista do processo para aguardar um posicionamento do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sobre o caso de Castro.

