Após meses de articulações, a direita conseguiu se unir, inclusive com partidos mais de centro, para consolidar um palanque no Rio Grande do Sul em estratégia contra o PT e o PDT — seus principais adversários no estado para o pleito de outubro deste ano.
Neste sábado (11), a aliança costurada entre PL, Novo, Progressistas, Republicanos e Podemos vai promover um evento em Porto Alegre para lançar a pré-candidatura do deputado federal Luciano Zucco (PL) ao governo estadual gaúcho. Nesta sexta (10), a deputada estadual Silvana Covatti (PP) foi confirmada como vice na chapa.
Pelo que as pesquisas de opinião indicam até o momento, a principal concorrente de Zucco ao Palácio Piratini será Juliana Brizola (PDT). Edegar Pretto (PT) desistiu da própria candidatura e decidiu apoiar Juliana, após orientação do PT nacional, que tenta apostar também na formação de uma frente mais ampla contra a direita no Rio Grande do Sul.
Gabriel Souza (MDB), pupilo do governador Eduardo Leite (PSD), tem aparecido em terceiro lugar nas pesquisas.
O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), estará presente no evento da direita deste sábado para o lançamento dos nomes do grupo.
Em agendas de pré-campanha, Flávio já tem buscado viajar e participar de agendas onde há palanques bem consolidados. Na avaliação de seus aliados, a presença do senador é benéfica de forma mútua para ele e para os candidatos de direita envolvidos.
Os deputados federais Ubiratan Sanderson (PL) e Marcel van Hattem (Novo), por sua vez, são os nomes dos partidos da direita gaúcha ao Senado.
Para políticos de direita envolvidos nas articulações ouvidos pela CNN, a consolidação de somente dois nomes ao Senado pelo grupo marca um avanço interno em relação a eleições passadas.
Mas o cenário em busca das duas cadeiras ao Senado ainda está embaralhado, com concorrência forte de Manuela d’Ávila (Psol), Germano Rigotto (MDB) e Paulo Pimenta (PT), por exemplo.

