Já nos minutos finais, o árbitro anulou um gol dos catarinenses antes de dar um pênalti — que Bolasie perdeu no último minuto.
Porém, além disso, Felipe Fernandes se complicou com a longa demora nas análises das jogadas, com esperas para o VAR olhar cada momento e, depois, o próprio indo ao monitor para interpretar.
“Seis minutos de compensação. Por que seis minutos de tempo extra? Terceiro ponto: a falta do Murilo. Se ele foi advertido, vocês viram o primeiro amarelo. O Luiz agarra a camisa, amarelo. Vocês viram o lance: o Allan passa pelo lado esquerdo do jogador, que o derruba, e não dá amarelo. O lance seguiu. Por que depois também não dá amarelo? Então, o lance seguiu. Se querem uma interpretação, há uma interpretação. Aliás, o VAR devia ter intervindo se ele tivesse marcado a falta”, disse Abel.
“O último lance, o pênalti é claríssimo. Não sei se é dentro ou fora da área, mas a falta é clara. É preciso ter coragem para marcar esse pênalti, é verdade. E ele marcou. Foi o que ele viu. O VAR também viu, chamou-o, e ele confirmou o pênalti para o nosso adversário. O árbitro, na minha opinião, acertou em algumas e errou em outras. Como eu disse, o Allan foi demasiado penalizado. Acho que o árbitro vinha para dar amarelo e acabou por contemporizar. A terceira: a falta que originou o lance. É falta, há um empurrão. Aliás, se se lembram, isso aconteceu várias vezes durante o jogo. Se compararmos com o último árbitro que tivemos aqui em casa, naquele jogo valia tudo. Este árbitro marcou mais contatos: empurrão nas costas, falta. Portanto, ele devia ter marcado essa falta”, acrescentou.
“Jogo não deveria ter existido”
Abel também criticou a decisão da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) de realizar uma rodada da competição neste final de semana, quando já se iniciou o período oficial de preparativos para a Copa do Mundo.
Em outros países, principalmente no futebol europeu, os torneios já foram encerrados ou paralisados desde o meio da semana.
A reclamação se dá pelas ausências no Palmeiras: o time paulista ficou sem oito nomes devido às convocações. Gustavo Gómez, Ramón Sosa e Mauricio, pelo Paraguai; Jhon Arias, na Colômbia; Flaco López e Giay, na Argentina; Piquerez e Emi Martínez, pelo Uruguai, foram desfalques contra a Chapecoense.
“Se os clubes e a CBF quisessem realmente cuidar daquilo que é o interesse do futebol brasileiro, este jogo não poderia ter existido. Já disse mais de uma vez que foi o único país no mundo que autorizou que se jogasse sem muitos jogadores internacionais. Em condições normais, este jogo nunca poderia ter existido”.